A história da Música Popular Brasileira.                                             por Nicole Zamorano, Intl. Brasil

Durante a década de 50, o Brasil vivia a euforia do crescimento econômico gerado após a Segunda Guerra Mundial. Com base na onda de otimismo dos “Anos Dourados”, um grupo de jovens músicos e compositores de classe média alta do Rio de Janeiro começou a buscar algo realmente novo e que fosse capaz de fugir do estilo operístico que dominava a música brasileira. Estes artistas acreditavam que o Brasil poderia influenciar o mundo com sua cultura, por isso, o novo movimento visava a internacionalização da música brasileira.

Para a maioria dos críticos, a Bossa Nova se iniciou oficialmente em 1958, com um compacto simples do violonista baiano João Gilberto. Um ano depois, o músico lançou seu primeiro LP, “Chega de saudade”, que marcou definitivamente a presença do estilo musical no cenário brasileiro. Grande parte das músicas do LP era proveniente da parceria entre Tom Jobim e Vinícius de Moraes. A dupla compôs “Garota de Ipanema”, que é, sem dúvida, uma das mais importantes canções da história da música brasileira. Para se ter uma ideia, a mesma foi considerada em 2005, pela Biblioteca do Congresso norte-americano, como uma das 50 grandes obras musicais da humanidade.

A Bossa Nova foi consagrada internacionalmente no ano de 1962, em um histórico concerto no Carnegie Hall de Nova Iorque, no qual participaram Tom Jobim, João Gilberto, Oscar Castro Neves, Agostinho dos Santos, Luiz Bonfá, Carlos Lyra, entre outros artistas.

A Bossa Nova tem como características principais o desenvolvimento do canto-falado, ao invés da valorização da “grande voz”, e a marcante influência do jazz norte-americano. Esta influência, inclusive, foi criticada posteriormente por alguns artistas. Em meados da década de 1960, um grupo formado por Marcos Valle, Dori Caymmi, Edu Lobo e Francis Hime procurou reaproximar a Bossa Nova ao samba, ao baião e ao xote nordestino.

Com as mudanças políticas causadas pelo Golpe Militar de 1964, as canções começaram a trazer temas sociais. Desta forma, a música se transformou em um claro instrumento de contestação política da classe média carioca, um símbolo de resistência à repressão instaurada pela ditadura. Era o início da MPB, a moderna música popular brasileira. De fato, o movimento que originou a Bossa Nova se findou em 1966, entretanto, seu fim cronológico não significou a extinção estética do estilo musical, o qual serviu de referência para inúmeras gerações de artistas.             

 

                                

            Edu Lobo, Tom Jobim, Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Zé Ketti, Francis Hime, Luiz Eça, Dori Caymmi, Chico Buarque, Luiz Bonfá,Tuca,Vinícius de Moraes, Dircinha Batista, Nelson Mota, Braguinha e outros nomes importantes.

 

Um dos grandes sucessos de Chico Buarque, que na verdade difícil seria citar um, mas que fala do amor, das suas diferentes visões e desilusões.

Desiludido, mas consciente do conhecimento que se lhe apresenta, o sujeito refaz os caminhos cruzados de um amor que ele julgou eterno. Ele acreditou no grande amor, se atirou e foi até o fim. Ele em vão agora tenta raciocinar nas coisas do amor, ampliando sua mágoa e seu rancor.
Com uma pedra no peito, o sujeito descobre que sambar é chorar de alegria, é se libertar pelo extravasamento.

Mas tudo muda de ângulo se atentarmos para a recorrência da palavra "mentira" em pontos nodais da letra. O que é mentira: o amor ? ou aquilo que o sujeito disse sobre o amor ? Mas o amor não é, de fato, aquilo que nós dizemos sobre ele? Amar não seria, portanto, chorar de alegria; ou seja, criar e creditar o amor ?
O pensamento do sujeito surge depois do amor (há vida depois do amor ?) e o seu canto é uma mensagem da prisão: o sujeito se torna aquilo que é quando canta. Dito de outro modo, ele só se tornou um desiludido quando confessou sua desilusão, quando se tornou canção: ele é o samba do grande amor.

 

Samba do Grande Amor - Chico Buarque e Gal Costa

 

Lembro-me da primeira vez que ouvi “Encontros e Despedidas”, uma das obras-primas de Fernando Brandt e Milton Nascimento. A primeira impressão é a própria beleza da música, seus tons, chamadas…perfeitas. Depois veio a minha primeira interpretação, encontros e despedidas que acontecem todos os dias sejam em portos, aeroportos, rodoviáiras, pontos de ônibus, etc. e todas as sensações envolvidas nestas despedidas e encontros. E aí com o passar do tempo vamos apurando a mensagem, que é passada de forma bem subliminar, bem sutil.
Nossa compreensão materialista ainda é muito pequena perto da mensagem retratada na canção, mas a inspiração de Milton e Brandt nos explicam de uma forma mais simplista como devemos proceder nesta “plataforma da estação”.


A interpretação da Maria Rita é excelente, filha de Elis Regina, faz justa herança deixada pela mãe.

 

Encontros e Despedidas

Sabia, uma das mais belas canções (Chico Buarque eTom Jobim)

Sabiá é uma canção escrita por Chico Buarque em música de Tom Jobim, realizada em fins de 1968.

 A letra de Sabiá é inteiramente de Chico Buarque, embora Tom Jobim tenha achado que a composição

pedia mais algum verso e que estava muito pequena, repetindo de forma insuficiente alguns trechos e, por isso, produziu um pedaço da letra, mas ela sumiu depois. Chico Buarque, em uma entrevista, declarou que o trecho com a letra de Tom Jobim chegou a ser gravado, e era algo como "Que a nova vida já vai chegar" e/ou "que a solidão vai se acabar".

Mas essa não foi a única discórdia dos dois a compor Sabiá: quando Chico apresentou a Tom Jobim, ele não gostou do fato de o letrista ter colocado a palavra sabiá no gênero masculino, segundo Chico, protestou:

"É bom 'uma sabiá' ", ele falava, "porque é linguagem de caçador... caçador não fala 'um sabiá', fala 'uma sabiá', 'uma gambá'..." Mas depois ele gravou a música "O Meu sabiá".

Sabiá é vista como um retrato do problema de uma pátria configurada pela carência:

"Quero deitar à sombra de uma palmeira que já não há
Colher a flor que já não dá"

Ao contrário da Canção do Exílio, "a flor que já não dá" representa uma nação esvaziada. Segundo alguns críticos, Chico escreveu a letra da música sob influência de um pensamento de seu pai — Sérgio Buarque de Hollanda — que dizia "somos uns desterrados em nossa própria terra", descrição aforista de uma realidade contundente e dolorosa.

Os analisadores também têm chamado a atenção ao fato de que, quando a música foi composta, Chico ainda não estava em exílio e, por isso, usou um eu-lírico imaginário, mas quando isso ocorreu e ele deixou o Brasil partindo para a Itália, pôde passar pela experiência de exílio e, assim, retratou os ocorridos em Samba de Orly, em parceria comToquinho e Vinicius de Moraes.

 

 

Você e eu (1961) - Samba bossa-nova

Composição: Carlos Lyra e Vinícius de Moraes

 

 

Trajetória - Mais uma bela canção de Maria Rita

Não há no mundo lei que possa condenar
Alguém que a um outro alguém deixou de amar
Eu já me preparei, parei para pensar
E vi que é bem melhor não perguntar
Por que é que tem que ser assim
Ninguém jamais pôde mudar
Recebe menos quem mais tem pra dar

 

 

O que é o amor ?

Se perguntar o que é o amor pra mim 
Não sei responder 
Não sei explicar 
Mas sei que o amor nasceu dentro de mim 
Me fez renascer, me fez despertar 

Me disseram uma vez que o danado do amor pode ser fatal 
Dor sem ter remedio pra curar 
Me disseram tambem 
Que o amor faz o bem 
E que vence o mau 
Até hoje ninguem conseguiu definir o que é o amor 

Quando a gente ama, brilha mais que o sol 
É muita luz, é emoção 
O amor 

Quando a gente ama, é o clarão do luar 
Que vem abençoar 
O nosso amor 

 

 

Chico Buarque e Tom Jobim falando sobre a Bossa Nova

Gênios disfarçados de gente normal.

O papo deles é algo que fascina, que emociona.

Tom Jobim o grande mestre da música brasileira e Chico o elogia, ali se percebe a admiração entre ambos. Dois grandes belos artistas brasileiros.

Só tenho a agradecer a obra que eles fizeram.

(Nicole Zamorano)

 

 

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BRUNO MANGUEIRA 

 

 

Nasceu em Vitória, em 1978. Tem atuado no cenário nacional e internacional como guitarrista, violonista, compositor e arranjador.


Seu primeiro contato com o violão foi aos 4 anos de idade, através de seu pai. Aos 16 iniciou sua vida profissional, como guitarrista de big band. Em 1998 mudou-se para Campinas, onde concluiu os cursos de bacharelado, mestrado e doutorado em Música pela Unicamp. Residiu também nas cidades de São Paulo, Nova Iorque e Cincinnati (EUA), onde desenvolveu parte de seu doutorado como pesquisador visitante na University of Cincinnati.

Participou de shows e gravações ao lado de artistas como Toninho Horta, Nelson Ayres, Gilson Peranzzetta, Paulo Jobim, Alaíde Costa, Jamelão, Filó Machado, Mauro Senise, Vinícius Dorin, Sizão Machado, Helio Alves, Phil DeGreg, Rick DellaRatta, Mandy Gaines, Kim Pensyl e Paul Keller, dentre outros. Apresentou-se como solista junto a orquestras sinfônicas e big bands brasileiras e norte-americanas. Realizou trabalhos de arranjo e direção musical para CDs, DVD e espetáculos, além de ter composições e arranjos executados por orquestras e big bands em diversas cidades do Brasil e dos Estados Unidos.

Gravou os CDs autointitulados do trio Azeviche (2007) e da big band paulistana Banda Urbana (2011), além de duas faixas ao vivo em trio com Nailor Proveta e Carlos Roberto Oliveira no disco Companhia Sarau - Mostra Instrumental (2007).

Seu primeiro álbum autoral, Bruno Mangueira (2009), contou com participações de Toninho Horta, Robertinho Silva, Nailor Proveta, Toninho Ferragutti e Léa Freire, teve shows de lançamento em São Paulo (programa Instrumental SESC Brasil/SescTV) e Nova York, e foi pré-indicado ao Prêmio da Música Brasileira (antigo Tim/Sharp).
 
O segundo CD de Bruno, Camburi (2013), tem participações de Leila Pinheiro, Filó Machado, Beth Bruno e Gilson Peranzzetta, e foi apresentado no Jazz Fest 2014, em Louisville (EUA), e na Casa Thomas Jefferson, em Brasília.

Lecionou na Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim e ministrou cursos e workshops nas Universidades de Louisville e Cincinnati (EUA), Sesc Consolação (São Paulo), Semana da Música (Natal/RN) e Festival Internacional de Inverno de Domingos Martins. Desde 2011, é professor de Guitarra da Universidade de Brasília (UnB).

Entre seus projetos atuais, estão o lançamento de seu mais recente CD, Camburi, e a finalização de dois novos álbuns: um CD de violão solo e um disco em duo de violões com Marcus Teixeira. Bruno é responsável também pelos arranjos e direção musical do projeto Crooner, em parceria com o cantor Fabio Cadore e o engenheiro de áudio Adonias Jr.

 

Devaneio

Cristina

 

Fim de Verão

 

 

Naquele tempo

 

 

Samba pro Toninho

 

Canavial

 

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Chico Buarque e a ditadura retratada em músicas

Cantor e compositor colocou as críticas ao regime militar em suas letras

Cantor e compositor, Chico Buarque de Hollanda deixou a ditadura brasileira registrada em suas canções. Sempre crítico, Chico retratava as dificuldades vividas no período e teve seu trabalho censurado em vários momentos. Uma das canções mais relacionadas ao tema é Apesar de Você, censurada logo depois do lançamento, em 1970. Chico trazia a ideia de um futuro diferente, sem a repressão do regime militar. Em 1978, a música foi lançada novamente, já liberada pela censura. Essa esperança de um amanhã melhor é também tema de Cordão e Quando o carnaval chegar

Chico Buarque em show no Rio de Janeiro 

Em Apesar de Você, Buarque mostra como o período era repressivo – “Hoje você é quem manda / Falou, tá falado / Não tem discussão” –, mas apresenta a esperança de um novo amanhã – “Apesar de você / Amanhã há de ser / Outro dia”. Em Cálice, sonoramente semelhante à “cale-se”, trazia críticas à censura do regime. O verso “Pai, afasta de mim esse cálice”, repetido insistentemente, mostra como era difícil lidar com a censura. A canção não pôde ser lançada no ano de sua composição, 1973, apenas em 78. O nome de Chico passou a ser conhecido pela censura, então o compositor assinou músicas também como Julinho Adelaide. 

Outra canção crítica é Construção, voltada para os problemas econômicos que o país vivia no período. E o dia a dia de opressão é retratado em Cotidiano. A insatisfação é bem representada nos versos: “Todo dia eu só penso em poder parar / Meio dia eu só penso em dizer não / Depois penso na vida pra levar / E me calo com a boca de feijão”. Irônico, Chico Buarque faz um agradecimento ao governo por deixar que as pessoas realizem ações básicas, como comer, respirar e existir. A música é Deus lhe Pague

Uma das composições mais lembradas é Roda Viva, canção em que pedia voz para o povo: “A gente quer ter voz ativa / No nosso destino mandar /  Mas eis que chega a roda-viva / E carrega o destino pra lá” 

 

Ao Poeta Chico Buarque

Ao poeta de todas as almas

O político, o malandro, o lírico
Poeta com todas as letras
O filho prodígio
Das raízes do Brasil
O menino tímido
De olhos verde-anil
Ah, poeta...
Busca na palavra a textura
O tom, o som, o tom
E desfaz a nossa literatura
Bebe o cálice de Apolo
Grita à gota d'água
E com todo o sentimento
Diz o que será
Ama tanto e de tanto amar
Sem ser rei, nem bedel, nem juiz
Elege o que vamos sonhar
Poeta das musas, das mulheres
De mil refrões e de mil perdões
Olha sempre diferente do seu jeito de olhar
Ah, poeta...

 

Nicole Zamorano apreciando a obra de Chico Buarque à convite de patrocinadores do evento

 

" Sempre sonhamos em conhecer pessoas que tanto admiramos". Chico Buarque representa a voz do Brasil, que tanto precisou se calar. Após tantos anos sem realizar shows, ele resolveu aparecer.

Como diz Chico, " Acenda o refletor, apure o tamborim, este é o meu lugar, eu vim ", e eu também vim, rs.....realizar este sonho. " Existem certas emoções que são inexplicaveis e conhecer Chico foi a melhor experiência da minha vida."

 

Chico Buarque - Na Carreira, após 5 anos longe dos palcos

 

 

E tem dias que nos sentimos como em um Retrato em Branco e Preto

 

 

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  1. Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro.
     

    Biografia de Antônio Carlos Jobim

    Antônio Carlos Jobim (1927-1994) foi compositor, cantor, pianista, violonista, maestro e arranjador brasileiro. Garota de Ipanema, um de seus maiores sucessos, foi escrita em 1962 em parceria com Vinícius de Morais. Estudou com vários professores renomados como Lúcia Branco, Hans Joachim Koellrentter, entre outros. Tocou em bares e boates de Copacabana. Foi logo contratado como arranjador pela gravadora Continental. Seu primeiro sucesso foi a canção "Tereza da Praia", feita em parceria com Billy Blanco e gravada por Lúcio Alves e Dick Farney. Fez parceria com grandes nomes da música, entre eles, Vinícius de Morais e João Gilberto. Com eles criou a Bosa Nova, movimento musical que surgiu no Rio de Janeiro por volta de 1958.

    Antônio Carlos Jobim (1927-1994) nasceu no dia 25 de janeiro, no tradicional bairro da Tijuca, mas ainda criança foi morar em Ipanema. Era filho de Jorge de Oliveira Jobim e Nilza Brasileiro de Almeida. Sua irmã Helena nasceu em 1931. Cresceu ouvindo música, sua avó tocava piano e seu tio tocava violão e lhe dava aulas. Com 13 anos interessou-se pelo piano, foi aluno de professores renomados como Hans Joachim Koellrentter, mestre de muitos compositores eruditos, e Lúcia Branco, uma das melhores professoras de música, na época.

    Tom Jobim, como era conhecido, iniciou o curso de arquitetura, em 1946, mas abandonou a carreira para dedicar-se à música. Em 1949 casa-se com Tereza de Otero com quem teve dois filhos. No início dos anos 50, já tocava na noite, em bares e boates de Copacabana, como no famoso Beco das Garrafas. Em 1952 foi contratado pela gravadora Continental, como arranjador, onde conviveu com o maestro e compositor Radamés Gnatalli.

    Em 1954 foi para gravadora Odeom, onde compõe sambas em parceria com Billy Blanco, como "Tereza da praia", que foi o seu primeiro sucesso, e gravada por Lúcio Alves e Dick Farney. Em 1956 musicou a peça "Orfeu da Conceição" com Vinícius de Morais, logo depois adaptada para o cinema pelo cineasta francês Marcel Camus. Desta peça fez parte a música "Se todos fossem iguais a você". que fez grande sucesso.

    Tom Jobim foi diretor artístico da gravadora Odeon até 1958, ano em que Elisete Cardoso gravou, acompanhada do violão de João Gilberto, várias canções feitas em parceria de Tom e Vinícius, no disco "Canção do amor demais", que foi um marco na história da música no Brasil.

    Em 1959 João Gilberto lança o disco "Chega de saudades". Tom Jobim fica conhecido como um dos principais compositores da Bossa Nova. As faixas de maior sucesso do disco foram, além da canção título, a canção "Desafinado" e o "Samba de uma nota só", compostas com Newton Mendonça e que se tornaram a base da sólida carreira internacional do "maestro da bossa nova", introdutor de arranjos que renovaram as estruturas tradicionais da música popular brasileira.

    Em novembro de 1962, Tom apresentou-se no Festival de Bossa Nova, no Carnegie Hall, em Nova York, com outros músicos brasileiros. No ano seguinte gravou um disco com o saxofonista Stan Getz e, em 1967, com Frank Sinatra. Em 1968, a música "Sabiá", de Tom Jobim e Chico Buarque, venceu o Festival Internacional da Canção. Nas décadas seguintes, Tom teve canções interpretadas por grandes nomes como Ella Fitzgerald e Elis Regina.

    Musicou filmes e produções para televisão. Tom teve muitos parceiros musicais, entre os quais Dolores Duran com a música "Por causa de você" e Aluísio de Oliveira com "Dindi". A parceria com Vinícius foi a que gerou sucessos como "Chega de saudade" de 1958, "Eu sei que vou te amar" de 1958 e "Ela é carioca" de 1963. A música "Garota de Ipanema" composta em 1962 só foi gravada em março de 1963 e chegou a figurar entre as dez canções mais executadas em todo o mundo. Também compôs sozinho alguns clássicos e na maioria deles revela seu amor ao Rio de Janeiro, como em "Corcovado", 1960, "Samba do avião" 1963 e "Lígia" em 1973.

    Letrista e compositor refinado, autor de inúmeras canções inspiradas na natureza, como "Wave" (1969), "Águas de Março" (1972) e "Passarim". A partir de "Urubu" de 1976, Tom Jobim passou a fazer arranjos mais complexos, repletos de efeitos orquestrais. Da década de 1980 em diante, os temas de suas composições voltaram-se cada vez mais para a riqueza da natureza brasileira. Em 1986 casa-se com a fotógrafa e vocalista da Banda Nova, Ana Beatriz, com quem teve dois filhos. Antônio Carlos Jobim morreu no dia 8 de dezembro de 1994, em Nova York.

    Passarim

    ♩ ♬Me diz o que eu faço da paixão?

    Que me devora o coração

    Que me devora o coração

    Que me maltrata o coração

    Que me maltrata o coração♩ ♬

     

    "Cadê meu caminho?
    A água levou Cadê meu rastro?
    A chuva apagou E a minha casa?
    O rio carregou
    E o meu amor me abandonou
    Voou, voou, voou
    Voou, voou, voou
    E passou o tempo e o vento levou..."
     
     
    Festa na casa de Tom Jobim
     
    Dois dos maiores brasileiros de todos os tempos, gênios da raça, que nos encantaram com música maravilhosa. Que prazer vê-los juntos e cantando! Saudade de uma época em que fazia música de verdade!
     
     
     
     
    Maracangalha com Tom Jobim e Dorival Caymmi e suas famílias em um ensaio na casa do Tom Jobim no Jardim Botanico - RJ
     
     
     
     
    Sabiá
     
    "Sei que ainda vou voltar
    Não vai ser em vão
    Que fiz tantos planos
    De me enganar
    Como fiz enganos
    De me encontrar
    Como fiz estradas
    De me perder
    Fiz de tudo e nada
    De te esquecer"
     
     
     
     
     

Choro Bandido / Eu te amo

 

♩ ♬ Saiba que os poetas como os cegos

Podem ver na escuridão ♩ ♬

 

 

"A Música Segundo Tom Jobim" - Tom Jobim e Gal Costa (TV Manchete, 1984)

Em 1984, foi ao ar pela TV Manchete uma série de programas musicais chamada "A Música Segundo Tom Jobim". Com direção de Nelson Pereira dos Santos, o programa era gravado na casa do maestro, no Jardim Botânico, no Rio, com a participação de convidados recebidos muito à vontade por ele e seu piano.

 

 

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Biografia

Krall nasceu na Colúmbia Britânica numa família musical. Ela começou a tocar piano aos quatro anos, e durante a sua juventude a família mudou-se para Vancouver. No colegial, ela começou a tocar num pequeno grupo de jazz. Aos quinze anos, ela passou a se apresentar regularmente em diversos restaurantes de Nanaimo.

A sua técnica chamou a atenção do baixista Ray Brown, que a apresentou a diversos professores e produtores. Aos 17 anos, Krall ganhou uma bolsa para estudar no Berklee College Of Music em Boston, Massachusetts. Passado algum tempo ela mudou-se para Los Angeles, Califórnia, passando a estudar com Jimmy Rowles, com quem ela começaria a cantar. Em 1990, Krall foi para Nova York, gravando alguns álbuns e finalmente alcançando sucesso internacional. Ela e o músico britânico Elvis Costello casaram-se em dezembro de 2003. Diana engravidou de Elvis em 2006 e os gêmeos Dexter Henry Lorcan e Frank Harlan James nasceram em 6 de dezembro de 2006, em Nova Iorque capital.

 

Carreira profissional

Em 1993, Krall lançou seu primeiro álbum Stepping Out juntamente com John Clayton e Jeff Hamilton. Este álbum acabou chamando a atenção de Tommy Li Puma, que produziu seu segundo álbum Only Trust Your Heart (1995). Seu terceiro álbum All For You – Dedication to Nat King Cole Trio (1996) foi indicado para o Grammy e permaneceu na lista da Bilboard (revista norte-americana dedicada à música) durante 70 semanas. Em seguida foi lançado Love Scenes (1997) que se tornou rapidamente um sucesso de vendas com seu trio Krall, Russel Malone (violão) e Christian McBride (baixo).

Em agosto de 2000, Diana juntou-se com Tony Bennett para uma tour. Com arranjos orquestrais por Johnny Mandel, Diana lançou outro álbum intitulado When I Look In Your Eyes (1999). Este recebeu mais nomeações ao Grammy e venceu na categoria de Melhor Músico de Jazz do Ano. A sua banda continuou com essa mistura de arranjos no álbum The Look Of Love(2001), desta vez criados por Claus Ogerman. Esta gravação alcançou o CD de Platina e entrou para o Top 10 da Bilboard 200. The Look Of Love foi o considerado o Número 1 na lista canadiana além de ser quatro vezes Platina.

 

Estrela de Diana Krall na Calçada da fama do Canadá

 

 

Em setembro de 2001, Diana realizou uma tournée pelo mundo e o seu concerto no Paris Olympia foi gravado e lançado como a sua primeira gravação ao vivo Diana Krall – Live in Paris que chegou ao topo da lista de Jazz da Bilboard além de permanecer no Top 20 e Top 200 da Bilboard. Neste ela teve como convidado o percussionista brasileiro Paulinho da Costa. Nessa mesma época ela esteve no Top 5 do Canadá, ganhou o Juno Award (prêmio canadiano) e ganhou o seu segundo Grammy, desta vez comoMelhor Gravação de Jazz (Best Vocal Jazz Record) and a Juno Award. Este álbum incluiu dois famosos covers: Just The Way You Are – Billy Joe’l e A Case Of You – Joni Mitchell.

Mais tarde, com seu casamento com músico Elvis Costello, ela lançou-se como compositora, o que resultou no álbum The Girl In The Other Room (2004). Seu álbum rapidamente alcançou o Top 5 do Reino Unido e esteve na lista dos 40 melhores na Austrália. Ela também fez uma participação no álbum Genius Loves Company (2004) do aclamado músico Ray Charles com a música You Don't Know Me.

Em 2006, Krall lançou seu álbum From This Moment On (2006) onde interpreta nomes famosos do jazz, como Irving BerlinCole PorterRichard RodgersLorenz Hart, entre outros. O trabalho contou com a produção de Tommy LiPuma. Destaque para "How Insensitive", ou Insensatez, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, com letra em inglês de Norman Gimbel. No último maio/2007, Krall se apresentou em uma campanha da Lexus (Indústria automobilística japonesa). Ela também cantou a música "Dream a Little Dream of Me" com acompanhamento no piano do lendário pianista Hank Jones. Ainda em 2007 Diana Krall lançou o The Very Best Of Diana Krall (2007), uma edição de luxo, que vem com CD e DVD numa mesma embalagem, e reúne os maiores sucessos.

 

Diana Krall troca o jazz pelo pop em novo disco

Em seu novo álbum, “ Wallflower”, Diana Krall não toca piano e não canta jazz. Aos 50 anos, a canadense lança um trabalho reunindo músicas que ouvia quando era adolescente, na década de 1970.

 

Há “Califórnia Dreamin”, do The Mamas & The Papas, e “Sorry Seems to Be Hardest Word”, de Elton John, hits que, segundo ela, embalavem suas noitadas entre amigos.

 

 

 

 

 

 

 

 


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